PRINCIPAIS DOENÇAS TRATADAS

Tratamento especializado para insuficiência cardíaca

Avaliação cuidadosa, investigação completa e acompanhamento contínuo para pacientes com insuficiência cardíaca, desde casos iniciais até situações mais complexas.

Atendimento em Curitiba e por teleconsulta.

A insuficiência cardíaca é uma condição em que o coração não consegue bombear sangue de forma eficiente para atender às necessidades do corpo. Isso pode causar sintomas como falta de ar, cansaço excessivo e inchaço nas pernas ou abdome.

O diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para melhorar a qualidade de vida, controlar os sintomas e reduzir o risco de internações. Em uma avaliação especializada, é possível identificar a causa da doença e definir um plano de cuidado individualizado.

O que é insuficiência cardíaca

A insuficiência cardíaca acontece quando o coração perde eficiência para bombear sangue. Isso pode ocorrer de duas formas principais:

  • Quando o músculo cardíaco está enfraquecido e contrai com menos força
  • Quando o coração está mais rígido e tem dificuldade para se encher adequadamente

Nos casos em que o coração está enfraquecido nós chamamos de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr). E nos casos em que o coração contrai normal, mas apresenta-se rígido, nós chamamos de insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp).

Essas diferenças são importantes porque influenciam diretamente o tipo da doença e o tratamento indicado.

Fração de ejeção e principais tipos

A fração de ejeção é a porcentagem de sangue que o coração consegue bombear a cada batimento. Ela ajuda a classificar a doença e orientar o tratamento.

De forma geral, a insuficiência cardíaca pode ser dividida em três grupos: fração de ejeção reduzida, levemente reduzida e preservada. Essa classificação costuma ser feita principalmente pelo ecocardiograma e, em alguns casos, pela ressonância cardíaca.

  • Fração de ejeção reduzida: menor que 40%.
  • Fração de ejeção levemente reduzida: entre 41% e 49%.
  • Fração de ejeção preservada: 50% ou mais.
Ilustração das principais frações de ejeção
Fonte: Adaptado de Mayo Foundation for Medical Education and Research (MFMER)

Sintomas mais comuns

Os sintomas podem surgir aos poucos ou aparecer com piora progressiva. Muitas vezes eles se confundem com cansaço do dia a dia, o que atrasa a procura por avaliação especializada.

  • Falta de ar ao esforço ou ao deitar.
  • Cansaço e redução da disposição para atividades habituais.
  • Inchaço nos pés, pernas ou abdome.
  • Ganho de peso rápido por retenção de líquidos.
  • Tosse, principalmente à noite.
  • Palpitações ou sensação de coração acelerado.

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Como o diagnóstico é feito

O diagnóstico começa por uma consulta detalhada, com investigação dos sintomas, histórico de doenças prévias, fatores de risco, uso de medicamentos e antecedentes familiares.

Depois da avaliação clínica, o cardiologista pode solicitar exames para confirmar o diagnóstico, definir a gravidade e procurar a causa da insuficiência cardíaca.

Dentre os exames solicitados, os mais comuns são:

  • Ecocardiograma transtorácico para avaliar estrutura do coração e fração de ejeção.
  • Exames de sangue, como BNP ou NT-proBNP, para verificar sobrecarga cardíaca.
  • Eletrocardiograma para identificar arritmias, sinais de sobrecarga ou infarto prévio.
  • Raio-X de tórax para avaliar congestão pulmonar e aumento do coração.
  • Ressonância cardíaca, teste cardiopulmonar, cateterismo ou teste genético em situações selecionadas.

Principais causas

A insuficiência cardíaca pode ter várias causas. Em adultos, uma das mais frequentes é a doença arterial coronariana, que inclui infarto e obstruções das artérias do coração.

Também é importante investigar condições que podem levar ao enfraquecimento ou enrijecimento do músculo cardíaco ao longo do tempo, como:

  • Hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto.
  • Doenças das válvulas cardíacas.
  • Arritmias, especialmente fibrilação atrial mantida por muito tempo.
  • Cardiomiopatias e causas genéticas.
  • Doença de Chagas e doenças autoimunes.
  • Uso de álcool em excesso, anabolizantes, drogas ilícitas e algumas quimioterapias.

Tratamento e acompanhamento

O tratamento depende do tipo de insuficiência cardíaca, da causa e da fase da doença. Em geral, envolve mudanças de estilo de vida, controle de fatores de risco e uso de medicamentos orientados por diretrizes atualizadas.

Nos casos com fração de ejeção reduzida, há medicações capazes de reduzir sintomas, internações e mortalidade. Em situações mais avançadas, alguns pacientes podem se beneficiar de dispositivos implantáveis, terapias avançadas e avaliação para transplante cardíaco.

O tratamento da insuficiência cardíaca envolve:

  • Redução do sal, controle do peso e atividade física supervisionada quando indicada.
  • Tratamento da pressão alta, diabetes, colesterol e outras doenças associadas.
  • Uso individualizado de medicações como betabloqueadores, sacubitril-valsartana, antagonistas do receptor mineralocorticoide e inibidores de SGLT2.
  • Diuréticos para controle de retenção de líquidos e falta de ar, quando necessários.
  • Avaliação de CDI, ressincronizador cardíaco, assistência ventricular ou transplante em casos selecionados.

Se você busca acompanhamento especializado para controlar a doença e reduzir o risco de complicações, agende sua avaliação.

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Quando procurar atendimento urgente

Alguns sinais indicam piora importante e merecem avaliação médica imediata ou atendimento de urgência.

  • Falta de ar importante ou piora rápida da respiração.
  • Ganho de peso acentuado em poucos dias, mesmo usando diurético.
  • Inchaço intenso, dor no peito ou desmaio.
  • Confusão mental ou palpitações muito fortes.

DÚVIDAS FREQUENTES

Perguntas frequentes sobre Insuficiência Cardíaca

Insuficiência cardíaca tem tratamento?

Sim. O tratamento pode controlar sintomas, reduzir internações e melhorar a qualidade de vida. Em muitos casos, também reduz o risco de progressão da doença e de morte.

Quem deve investigar insuficiência cardíaca?

Pessoas com falta de ar, cansaço fora do habitual, inchaço nas pernas, palpitações ou histórico de hipertensão, infarto, diabetes, cardiomiopatias e doenças cardíacas na família devem considerar avaliação com cardiologista.

Insuficiência cardíaca é sempre grave?

A gravidade varia bastante. Há casos iniciais com bom controle clínico e também situações avançadas que exigem acompanhamento mais intensivo. Quanto mais cedo a investigação e o tratamento, melhores costumam ser os resultados.